Assisti ao filme Avatar em 3D motivada não só pela mídia, mas por uma entrevista que assisti do James Cameron no programa da Ophra.
James Cameron transpira energia, e a prova disso foram os 4 anos ininterruptos de trabalho para produzir Avatar, um projeto de mais de 200 milhões de dólares e cerca de 3.000 pessoas envolvidas. Ele conta que trabalhava 16 horas por dia, e que nesse período, só deixou de trabalhar por uma tarde, quando soube que estava com gripe suína.
Quando Ophra perguntou sobre a sua fama nos estúdios, ele falou que ao dirigir um filme, quer trazer a equipe para o mesmo ritmo e sintonia dele, envolvendo todos na empreitada.
Quanto ao formato criado para contar a história sobre como tratamos a natureza, incluindo a tecnologia envolvida, Cameron diz que não esperava o sucesso mundial, inclusive em países como a China, e credita este resultado ao uso de 2 linguagens – a visual – um espetáculo para os olhos – e a falada – um dialeto criado especialmente para o filme, que o torna universal.
Pragmático, quando perguntado sobre a continuação, Cameron respondeu:
- If it makes money, I guess we´ll make it. – Se está fazendo dinheiro, acredito que vamos fazer.
Não podemos nos esquecer da inovação no uso da tecnologia 3D. Fico pensando nos filmes de terror que assisti no cinema há mais de 20 anos, e de como esta tecnologia pode ser tão bem aplicada atualmente. Tanto que já vemos propagandas e vários traillers de filmes, além de algumas notícias sobre projetos de TV´s com tecnologia 3D e mais investimentos em produções dessa natureza.
Através da indústria do entretenimento, Cameron discute até onde devemos abusar da natureza em troca unicamente do lucro. Pois o filme trata de destruição de um santuário da natureza, protegido e venerado por um povo, para obtenção de determinado minério.
Bom, se Ophra se disse inspirada pelo filme, lá fui eu atrás de inspiração.
Fiquei muito tocada pela parte do enredo que fala da conexão com a natureza e do amor, mas esses não são nossos assuntos principais por aqui.
O empreendedorismo no filme começa quando Jake, um ´ninguém´ aos olhos dos padrões da nossa sociedade, desenvolve uma gama de potenciais que estão na sua essência, ao se deparar com situações inusitadas no universo dos Na´vi.
Quem já experimentou na prática dar oportunidades para pessoas com pouquíssima ou nenhuma formação, comprovou o que Jake nos mostrou: cada ser humano tem suas forças internas que podem ser desenvolvidas e utilizadas. Essas forças são nossos potenciais, devidamente acionados pelas nossas motivações.
Para iniciar sua missão, Jake precisa aprender a linguagem dos Na´vi, que implica aprender a sentir, se comunicar com eles e com a Natureza, não necessariamente com palavras.
Jake precisa da cooperação da Natureza, e o filme passa a mensagem bem clara de que a cooperação não se impõe, ela é uma conquista. Assim acontece quando Jake conquista seu pássaro voador – ele escolhe o pássaro e o pássaro o escolhe. A conexão entre eles é feita através da energia, um símbolo dos propósitos em comum que nos unem em torno de uma causa.
Quando tudo está perdido, e Jake quer conquistar a confiança do povo, ele sabe que precisa de um ato de coragem que permita transparecer sua intenção, e é isso que ele faz ao controlar o pássaro mais temido pelo povo. Com esta atitude, Jake convoca todo o povo e os animais a lutarem juntos para preservar este santuário da Natureza.
Ao terminar o filme, despertei dessa aventura visual e emocional, com uma enorme vontade de continuar fazendo parte dessa corrente cooperativa para tornar nosso mundo um espaço de desenvolvimento sustentável. Comigo foi assim, e com você?
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contando o que encontrou de Empreendedorismo no filme. Em março vamos publicar os depoimentos no portal www.escoladeempreendedorismo.com.br.
Carla Zeltzer









